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13/02/2011 / andressa

Simples.

Nem tão inspirada. Mas mesmo assim, decidi atualizar aqui. Já estava mais do que na hora.

Dias felizes, novas amizades e experiências. 2011 está sendo um ano revelador e que guarda muitas surpresas pra revelar em seu decorrer, acredito.

Vamos viver e aproveitar todos os dias. Não importa em que fase da vida vocês esteja, o importante é sentir o sol da manhã bater no rosto, o vento bagunçar o cabelo, deixar a música te levantar do chão, cantar a música que você mais gosta, e também aquela que você mais odeia. Isso faz bem pra qualquer um.

Abrace. E abrace forte. Sinta os corações baterem juntos.

Ah, e pra que a pressa? Espere na file e pegue o seu pedaço de bolo na sua vez. Vai sobrar um pedaço bem pra grande pra você.

Aproveite 2011 pra fazer aquilo que tem vontade. Esqueça um pouco as regras do mundo, os padrões.

Faça o bem. Não importa pra quem seja.

Sorria pro seu vizinho quando estiver indo trabalhar. Dê um bom-dia pro motorista do ônibus. Fique em casa comendo pipoca com seus pais num sábado à noite. Coloque sua melhor roupa e saia sem hora pra voltar.  Tome banho de chuva. Adote um cachorro. Dê risada dos próprios erros. Compre um sapato novo. Escute Grupo Revelação e Motorhead no mesmo dia. Mude. Conserve as verdadeiras amizades. Respeite. Ame. Sinta saudade. Chore. Dance. Cante. Viva sem ter medo de errar, assumir e voltar atrás.

Enfim, vamos aproveitar enquanto é tempo. É isso que eu queria dizer.

20/09/2010 / andressa

Felicidade

Meus últimos dias foram cheios de mudanças felizes. Andei pensando sobre o que é felicidade. Acredito que ela só existe de verdade se você já se sentiu triste antes.

Uma vontade imensa de pular o mais alto que você conseguir, cantar qualquer música que lhe venha a cabeça, dançar sozinho, tudo isso sem dar atenção ao que outras pessoas iriam pensar. Sentimento melhor do mundo. Se sentir leve e de bem com você.

O que é incrível, é saber que você é o motivo da felicidade de outra pessoa também. Dá um aperto no peito, mas a sensação é tão boa…

Podemos nos perder em meio a tantos sentimentos, mas quando encontramos a felicidade, encontramos todos os sentimentos bons dentro de cada um. Vemos todas as pessoas bonitas do seu jeito, sem pré-julgamentos. Tomara que isso nunca mude em mim.

Mas tenho que agradecer a quem me fez cair. Me fez sentir como se eu fosse a pior pessoa, a mais suja, sem amor, descartável. Realmente tenho que agradecer. Porque por isso, agora percebo que tenho capacidade de me levantar, erguer a cabeça e sentir orgulho de mm mesma.

Bem, decidi escrever esse texto em primeira pessoa. Mas ele se refere a todos que sabem do que estou falando e aos que ainda vão saber. Todos temos a felicidade guardada dentro de nós. Ela só espera o momento certo para aparecer e te fazer sentir a melhor sensação do mundo.

 E assim a vida vai nos ensinando. Nos mostrando o caminho certo a cada tropeçada. Colocando as coisas em seu devido lugar. Se você chora agora, saiba que a pessoa que vai te fazer sorrir de verdade está lhe procurando em algum lugar. E quando você a encontrar, vai sentir na pele o que a felicidade significa pra mim.

09/08/2010 / andressa

Mudanças

Mudar de casa. Mudar de rua. Mudar de cidade. Todo mundo muda um dia. Muda de cabelo. De humor. De gostos. Mudar e ter a sensação de experimentar algo novo. Deixar o orgulho de lado, mudar a direção e voltar para pedir desculpas. Mudar o aperto de mão para um abraço. As lágrimas por um sorriso. A sacola de plástico pela sacola de papel. O carro pela bicicleta. Mudar o canal da TV. A estação do rádio. Enfim, mudamos o tempo todo.

Precisamos mudar de acordo com as pessoas, mas não podemos mudar as pessoas. Aprender a gostar de coisas que, a princípio, nunca iríamos gostar. Acredito que toda mudança é válida como aprendizado na nossa vida.

Mas tem coisas que a gente não muda e, que mudam a gente. Nos fazem refletir, perceber o que é bom e ruim e mudar, sem mesmo perceber. O difícil é quando somos obrigados a tais mudanças. Obrigados a conviver com elas sem poder questioná-las nem ignorá-las. O jeito é ir vivendo e tentando enxergar o lado positivo.

Eu considero a mudança sempre bem vinda. Mesmo que, às vezes, mais complicando do que resolvendo problemas. Tudo tem seu ensinamento. E se a mudança acontecer, era para acontecer. Bem, mas isso é assunto para outro post.

20/07/2010 / andressa

Desabafo

Quando a saudade fala mais alto, ela resolve escrever.

A distância é medida em tempo. Ela pensa que todo seu sentimento já devia ter acalmado, perdido da força. Mas como lhe disseram, essas coisas não têm prazo de validade. Enquanto isso, ela ainda chora todos os dias.

Todas as palavras escutadas, todos os abraços, nada disso conseguiu amenizar a dor e o aperto em seu peito.

Ela sabe que ele não sente a mesma coisa. Numa relação sempre tem um que gosta mais. Na relação deles, era ela. Sempre foi, mas ele nunca reparou nisso.

Ela fez coisas por ele que nunca tinha feito por ninguém. Ela ama ele como nunca amou, nem vai amar alguém. E ela sabe que essas palavras são a mais pura verdade dentro de seu coração.

Hoje, resolve escrever. Não para ele, mas para ela. Desabafar sem que alguém te julgue é melhor.

Foram quatro meses. Bem, três. No quarto, ele já estava mais frio, mas ela não reclamou, sabia que estava preocupado com o trabalho. Ou pelo menos, pensava.

Mas foram quatro meses lindos. Ela se apaixonou no primeiro beijo, na primeira música dos Mamonas Assassinas cantada em seu ouvido. Seu coração pulou quando ele pediu seu telefone e minutos depois mandou uma mensagem de boa noite. Eles se falaram nos próximos dias, se encontraram na próxima semana. Ela estava mais feliz do que nunca.  Ele também estava feliz. Ela o levou para conhecer seus pais e conheceu os dele também. Mas depois começaram as cobranças. Pai é assim, quer conhecer melhor o garoto que sua filha tanto fala. Mas não houve mais oportunidades para que ele fosse em sua casa novamente. Ela ainda não sabe os motivos. Seu pai começou a proibir. Nunca foi disso, mas proíbe pelo seu bem. Ela não podia mais sair pra ver ele. Ele não fazia nada a mais para ver ela. Passaram dois finais de semana sem se ver. Ele saía. Ela ficava em casa ouvindo conselhos de seu pai. Mas ele não reparou. Olhou apenas para o lado e não viu ela. Seu amor foi acabando assim.

Ela sabe que faltou muita coisa pra ser perfeita para ele. Sim, ela sabe e admite isso. E o maior erro dele foi não esperar que ela se consertasse.

Bem, quatro meses. Pouco tempo para ela se soltar, se mostrar para ele. Tempo suficiente pra crescer em ambos os corações um sentimento verdadeiro. O dele acabou, ele mesmo disse isso pra ela, sem qualquer consideração. O dela permanece. Inteiro e intacto. Com a mesma intensidade, um pouco pressionado com a saudade.

Dois meses separados. Ela mudou, conheceu outros lugares, outras pessoas e outros garotos. Todos iguais.

O que ela precisa agora, é de alguém que a entenda. E isso ela tem, amizade de verdade, sabe?! Que te escuta, que briga contigo antes que tu faça alguma besteira. Ela é feliz por isso. Muito feliz.

O  que ela quer agora, é acalmar seu coração. Ela até quer tudo de volta e sabe que teria que ser tudo diferente. Começar de novo, com mais calma. Mas o que ela quer não faz diferença para ele.

Ela sempre estará para ele. Ele talvez sinta a falta dela um dia. Enquanto isso, ela escreve seus pensamentos, organiza seu passado e guarda com ela sentimentos sufocados pela saudade.

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